Imagine uma solução maravilhosa, que seja extremamente barata e que “rouba a cena” de grandes corporações que se encontram no mercado a décadas. Essa solução tem um adjetivo cunhado em Harvard: disruptiva. O termo é geralmente utilizado no mundo dos negócios inovadores, como a ideia que soluciona, de modo praticamente milagroso, grandes problemas.

Essa solução foi apresentada pela jovem Elizabeth Holmes, que prometeu um aparelho que, com um exame de sangue tirado da ponta do dedo, entregaria em torno de 200 tipos de resultado. Com seu carisma e a modelagem de personagem, que como um pantógrafo redesenhava hábitos e vestuários de Steve Jobs, a jovem conquistou o mundo dos negócios. Em poucos anos já tinha conseguido diversos investidores para a sua empresa, a Theranos, que aportaram alguns milhões de dólares nela. Até Rupert Murdoch, o acionista majoritário da News Corportion apostou. Mas as promessas foram perdendo validade para os investidores, uma vez que cada dia mais a entrega ficava prejudicada por evidências que maldiziam o caráter humanitário da startup.

Em 2015, suas “investigações começaram […] quando recebeu uma denúncia a respeito dos resultados distorcidos dos exames feitos pela Theranos”, segundo a EXAME. “No começo de julho deste ano, a promotoria da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, acusou de fraude Elizabeth Holmes, empresária de 34 anos. Ela alegou inocência diante da perspectiva de ser condenada a 20 anos de prisão”.

Esse infeliz cenário abre portas para alguns precedentes. Vale a pena investir em uma startup, ou na promessa de uma? A pergunta é: o que você vai investir e para quê? Muitas startups começam suas jornadas crendo que o que elas precisam é de capital para inciar. Contudo, muitos investimentos não são necessariamente o aporte de um mecenas, mas o suporte intelectual e material de pessoas que já têm os recursos e não estão se arriscando de modo algum. Os cenários são os mais diversos, desde uma casa para alugar até uma consultoria jurídica. Em todos esses casos, uma parceria já pode valer para uma startup alguns milhares de reais não gastos todo ano.

Um dos princípios metodológicos adotados no HUB é o PDCA (Plan Do Check Act), onde as empresas já existentes e as startup reavaliam cotidianamente suas atividades. Outro é o 3/6/12: três meses para se avaliar a inteligência emocional da pessoa e suas competências técnicas para o desempenho daquela função. Seis meses para se aprender metodologias de gestão e afins. Por fim doze meses para se aplicar essas metodologias e de fato saber se o negócio, depois de um ano tem condições de crescer ou parar por aqui. Essa análise, sobretudo para o investidor que quer colocar dinheiro numa startup é base para tomadas de decisão. Isso também implica os empreendedores, para não confiarem cegamente em soluções milagrosas para problemas dificílimos de se resolver.

Fonte: EXAME

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