Um dos principais desafios atualmente de quem funda uma start-up é inovar. Inovação é a lei que rege o ambiente das novas empresas. Mas inovar pode ser uma atividade um pouco vaga, afinal, o que é inovador para um, pode ser uma atividade normal para outro. A questão é essa: inovar não significa necessariamente inventar. Trata-se de desenvolver ou atualizar um método que se aplique a determinada situação tornando o processo mais eficiente.

O primeiro paradoxo diz respeito à inovação radical, fetiche de um número crescente de empresas ao redor do mundo que querem se transformar em organizações exponenciais. “Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias…”, dizia Steve Jobs ao citar a frase de Pablo Picasso, um dos seus ídolos: “Bons artistas copiam, grandes artistas roubam …”

Como assim ser inovador copiando dos outros? De forma muito sincera e corajosa, Tim Cook explica: “Você pode escolher qualquer um dos nossos produtos – iPod, iPhone, iPad, Apple Watch – eles não foram os primeiros, mas foram os primeiros modernos, certo?

Outra diferença diz respeito ao Lean Startup, Design Thinking outras técnicas de cocriação com clientes. Enquanto há um movimento crescente de inovação aberta, a Apple se fecha e quase nada é conhecido pelo mercado antes do evento anual de setembro. Tudo é feito dentro da empresa. “Porque não acreditamos em usar nossos clientes como um laboratório”, explica Cook.

E, por fim, outra aparente contradição diz respeito ao alarde do domínio das novas tecnologias. “Nós somos um grupo de pessoas que está tentando mudar o mundo para melhor, isso é o que nós somos. Para nós, a tecnologia está em segundo plano”, declara Cook.

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